
No nosso país as províncias estão divididas em municípios. Os municípios dividem-se em comunas ou distritos. E todos têm uma codificação para a organização política do país.
Para fins estatísticos, as comunas ou distritos são divididos em localidades. Estas localidades são bairros na área urbana e aldeias na área rural. Para efeitos de recenseamento, as localidades são divididas em várias áreas de monitorização, e estas em várias secções.
Depois de um enorme esforço de mapeamento, o INE – Instituto Nacional de Estatística de Angola continua o trabalho de codificação para todo o país até ao nível das secções. E espera-se que o Censo 2024 tenha cerca de 92.000 recenseadores. Um Censo é a maior operação estatística que um país pode fazer.
Cada recenseador visitará entre 60 e 120 casas. Nas zonas rurais, haverá 60 a 100 habitações. Na área urbana, 80 a 120 casas. A área que visita um recenseador chama-se secção.
Correctamente definidas as secções irão:
(a) Excluir-se mutuamente (não se sobrepõem) no país;
(b) Ter limites facilmente identificáveis no terreno;
c) Ser coerente com a hierarquia administrativa de Angola;
(d) Ser compacto e não ter bolsos ou secções separadas;
e) Ter populações de dimensão aproximadamente igual;
(f ) Ser pequeno e acessível o suficiente para ser coberto por um recenseador dentro do período do censo;
(g) Ser suficientemente pequeno e flexível para permitir a mais ampla gama de tabulações para diferentes relatórios estatísticos;
(h) Ser útil também para outros tipos de recenseamentos e atividades de recolha de dados.
Tanto os processos cartográficos como os de enumeração até à última aldeia são facilitados pela utilização de novas tecnologias como o Survey 123 e os Field Maps, inovações que facilitam a rapidez de trabalho, maior precisão, portabilidade dos mapas, os dados chegam mais rapidamente à base e há um processo de controlo mais cuidadoso na qualidade dos dados.